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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ser formiga ou a cigarra, eis a questão!

Quem nunca ouviu falar da famosa fabula infantil “A formiga e a cigarra”? Aos que não conhecem apresento- lhes abaixo um breve resumo do original vejamos:

Muito embora a idéia central da fábula acima seja trazer uma reflexão sobre a preocupação com o amanhã, não existe melhor ilustração que descreva a vantagem dos “pormenores da vida” sobre a melhor parte a qual não nos pode ser tirada, que é estar aos pés de Jesus.

Essa historinha infantil e ao mesmo tempo tão madura em seus ensinos traz uma realidade espiritual que nos confronta no sentido de sermos servos/discípulos. Se eu pudesse nomear as personagens desta fábula certamente chamaria a formiga de Marta, e Maria seria o nome ideal para a cigarra.

Lucas 10:38-42

38 E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa;

39 E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.

40 Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.

41 E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;

42 E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.


Adoração do servo ou do discípulo?

O serviço de Marta não foi tão menos importante que a escolha que Maria fez ao assentar-se aos pés de Jesus. A verdadeira preocupação de Marta era ser uma boa anfitriã, a preocupação de Maria era ser uma discípula perfeita (v. 39). Jesus não negou as atividades hospitaleiras de Marta, mas se preocupou com a distração, preocupação e fadiga dela em muitas coisas (v.41). O que fez com que ela subestimasse a única coisa necessária (v.42), isto é, estar com Deus.

Assim como em uma construção civil onde os trabalhadores nem se quer conhecem o engenheiro, são os que priorizam a obra de Deus sem creditar tempo com o Deus da obra. Muitas vezes o envolvimento com a programação do culto, serviços, ministérios, e outras coisas dentro da obra de Deus são tamanhos que não lhe resta tempo para envolver-se com o que é mais importante: a essência de tudo e o motivo pelo qual estamos servindo.

Isso não significa que não devamos servir, ser um bom discípulo envolve primeiro ser um bom servo. A questão que quero pautar é que temos de evitar colocar a obra do Senhor como prioridade sobre a presença do Senhor e preferir o “lugar de Maria”, aprendendo aos pés de Jesus, mas servindo-o como Marta a quem ele elogiava.

Talvez você seja como a cigarra Maria que escolheu adorar ao Senhor de maneira mais contemplativa, ou quem sabe seu perfil encaixa-se perfeitamente ao serviço da formiga Marta. Não importa qual seja a sua forma ou expressão de adoração, o importante é adorar ao Senhor de maneira pratica e habitual com a sua vida em todo tempo e dispor-se a se assentar aos pés de Jesus em todo lugar, ser um discípulo prático como Marta e espiritual como Maria unindo e equilibrando a devoção pessoal com os deveres práticos, não permitindo que um se oponha ao outro.

Ser servo/discípulo é ser adorador.

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